sábado, 29 de setembro de 2012


Golfinhos
Os Golfinhos são mamíferos e não peixes. Eles são animais de sangue quente como o homem e dão à luz a um filhote de cada vez e são animais sociáveis, tanto com os humanos com outros animais e entre eles. Existem 37 espécies conhecidas de golfinhos entre os de água salgada e doce. TEMPO DE VIDA: em torno de 40 anos


REPRODUÇÃO: Nasce apenas um filhote de cada vez e a gestação dura, em média 12 meses, dependendo da espécie. Observando golfinhos em cativeiro, os cientistas determinaram o tempo de gravidez exato para algumas espécies, mas o período de gestação continua desconhecido para a maioria das espécies de golfinhos. Os cientistas crêem também que quase todas as espécies são promiscuas (partilham as fêmeas). O bebê nasce apontando primeiro o rabo, e irá mamar até 4 anos (ele só deixará de mamar mais cedo dependendo das circunstâncias). Os detalhes mais íntimos do acasalamento e nascimento de golfinhos, têm permanecido escondidos da observação humana. Muitos investigadores possuem apenas uma vaga idéia dos hábitos reprodutivos dos golfinhos. Pensa-se que o acasalamento é sazonal e é realizado de barriga para barriga como as baleias e muitas fêmeas não reproduzem todos os anos. Por vezes existe uma fêmea a ajudar no processo. O pai do golfinho bebe não participa na vida ativa e tratamento do seu filho, porém em algumas espécies, há fêmeas cuja função é a de babá.

ORGÃOS REPRODUTORES: Nos machos, a abertura genital é na frente do anûs. O longo pênis, que normalmente se encontra completamente dentro do corpo, está quase sempre retraído e emerge apenas quando o golfinho tem uma ereção. O par de testículos encontra-se escondido dentro da cavidade abdominal, perto dos rins.
Nas fêmeas, a abertura genital também se encontra na barriga, onde se localizam os órgãos genitais e urinários. As duas glândulas mamárias estão dos dois lados da abertura genital e os mamilos encontram-se retraídos. Contudo estes se estendem durante a amamentação, pois o bebe golfinho não consegue modificar o formato da boca de forma a "sugar" o leite, tendo por isso de formar uma passagem entre a língua e a boca, na qual recolhe o leite da mãe.

TAMANHO: desde 90 cm (golfinho recém-nascido) até 4 m (golfinhos adultos). Os mais conhecidos, de focinho longo, têm cerca de 2 metros de comprimento.


TEMPERAMENTO: usualmente afáveis e brincalhões, os golfinhos parecem gostar de companhia humana. Alguns são mais arredios. Há casos raros de agressividade, normalmente quando são provocados.

CAPACIDADE DE MERGULHO: o golfinho tem uma única narina no alto do crânio. Através dela, ele pode renovar 90% do volume de ar cada vez que inspira (no homem, a renovação é de 15%). Num único mergulho, o golfinho é capaz de submergir por 20 minutos até 300 metros de profundidade.
Velocidade: embora sejam gorduchos, os golfinhos conseguem nadar a velocidades de até 40 Km/h, graças a um efeito aerodinâmico que eles alcançam contraindo a pele e formando dobras que diminuem as turbulências.


DENTES: Os dentes de um golfinho não são usados para mastigar a comida inteira mas ajudam a agarrar a presa. Alguns cientistas também pensam que os dentes são espaçados de tal modo para ajudar o golfinho a analisar ondas de som quando saltam atrás de algum objeto.


PELE: Como a pele de humano, a pele dos golfinhos têm muitos nervos que explicam por que eles são dóceis e gostam de ser acariciados. A Pele do golfinho também é extremamente delicada e facilmente se fere através de superfícies ásperas. Pode ser cortado por uma unha afiada, mas tende a curar depressa.


ALIMENTAÇÃO: Os golfinhos são caçadores, e alimentam-se principalmente de diversas espécies de peixe. Contudo alguns golfinhos preferem lulas e outros comem moluscos e camarão. As orcas, os maiores golfinhos existentes, consomem tudo o que já foi referido anteriormente e geralmente consomem mais do que qualquer outro golfinho. Um macho adulto em cativeiro, devora cerca e 160 Km de peixe por dia, mas a média e de 79 Kg para os machos, 63 Kg para as fêmeas e 16 Kg para os bebês. Em cativeiro, as orcas alimentam-se de peixe morto, em liberdade, além de peixe também se alimentam de outros mamíferos como as focas, e os leões marinhos.
Os cientistas determinam a dieta dos golfinhos examinando o estomago dos animais mortos nas praias e por vezes, mas com raridade, as suas fezes.
Provavelmente todas as espécies de golfinhos usam o sonar para apanhar os peixes. Mas quando as orcas caçam mamíferos marinhos, têm de fazer muito mais do que utilizar o sonar, têm de esperar quietas, observar e por fim atacar. Em pleno oceano, os golfinhos muitas vezes encurralam os cadurmes de peixes, obrigando-os a saltar para fora de água.
Fenômeno várias vezes observado pelos investigadores e cientistas.


INTELIGÊNCIA: São diversos os fatores que afetam aquilo a que chamamos de "inteligência".
O principal componente é a habilidade que se tem de comunicar.
Um humano pode ser extremamente inteligente mas, se depender todo o seu tempo a tentar sobreviver, então não restará tempo para o pensamento.
Tempo livre é então um grande fator, e os golfinhos têm-no em abundância.
Em primeiro lugar, os golfinhos não dormem como nós, eles são capazes de "desligar" uma parte do cérebro por minutos numa determinada altura ao longo do dia.
Muito raramente "desligam" o cérebro completamente. Isto é necessário porque os golfinhos necessitam de respirar ar pelo menos uma vez em cada 8 minutos.
As únicas coisas que um golfinho faz é comer grandes quantidades de peixe e brincar.
A comunicação entre espécies é também necessária. Os golfinhos usam uma linguagem por assobios que é 10 vezes mais rápida que a nossa fala e 10 vezes mais alta em freqüência.
Para que um golfinho falasse com a nossa velocidade, seria como se um humano tentasse falar com um trombone, muito lento.
É muito difícil para nós falarmos assim tão devagar, e para os golfinhos também.
Outra particularidade na comunicação dos golfinhos é o sonar, que lhes permite determinar as reações internas de outros golfinhos, humanos, peixes, etc. Também através do sonar um golfinho consegue ver se alguém está ferido ou não.


COMUNICAÇÃO: O golfinho é capaz de gerar som sob a forma de clicks, dentro dos seus sacos nasais, situados por detrás da nuca.
A freqüência dos clicks é mais alta que a dos sons usados para comunicações e difere de espécie para espécie. A nuca toma a função de lente que foca o som num feixe que é projetado para a frente do mamífero. Quando o som atinge um objeto, alguma energia na forma de onda e refletida para o golfinho. Aparentemente é o maxilar inferior que recebe o eco, e o tecido gorduroso que lhe precede, que o transmite ao ouvido médio e posteriormente ao cérebro.
Recentemente foi sugerido que os dentes e os nervos dentários transmitiam informações adicionais ao cérebro dos golfinhos. Assim que um eco é recebido, o golfinho gera outro click. O lapso temporal entre os clicks permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objeto. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue seguir objetos.
Ele é capaz de o fazer num ambiente com ruído, é capaz de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objetos simultaneamente - fatores que fazem inveja a qualquer sonar humano.
O tipo de som que os golfinhos emitem não tem um nome específico. Não há dúvida, porém, que, de seu modo peculiar, os golfinhos " falam " abundantemente.
Cientistas que convivem com o cetáceo são unânimes em afirmar que os golfinhos mantêm algum tipo de comunicação auditiva. Alguns garantem que essa comunicação tem regras e serve para organizá-los socialmente, como acontece com os homens.
Ninguém, entretanto, foi tão longe como a equipe do Instituto de Morfologia Evolutiva e Ecologia dos Animais da Academia de Ciências da Rússia. Pesquisadores comandados pelo cientista Vladimir Markov, depois de um longo estudo no golfinário de Karadag, no Arzebaijão, publicaram um trabalho em que anunciam a existência do " golfinhêz ". Ou seja: um sistema aberto de linguagem composto de 51 sons de impulsão vocal e nove tipos de assobios tonais, que comporiam um possível alfabeto próprio da espécie.
De acordo com Markov, os golfinhos são capazes de compor frases e palavras regidas por leis semelhantes às da sintaxe humana.

EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: Pouco se sabe acerca dos fósseis de antigas espécies de golfinhos, e o que se sabe é extremamente incerto. Supõe-se que há cerca de 50 milhões de anos atrás, uma espécie de gato pré-histórico (Mesonychidea), começou a passar mais tempo na água à procura de alimento, e que eventualmente se transformou para melhor se adaptar a esse novo meio ambiente.
O regresso à água, trouxe benefícios significantes para os carnívoros terrestres. Os animais marinhos eram uma nova fonte alimento inexplorada. Mesmo assim, demorou ainda milhões de anos até que os primeiros cetáceos apareceram nos oceanos.
Os primeiros cetáceos foram provavelmente os "Protocetidea", há cerca de 40-50 milhões de anos atrás. Tudo o que sabemos acerca destes pioneiros cetáceos é que possuíam algumas caracterizas reconhecíveis da sua espécie. O seu estilo de vida séria, provavelmente anfíbio e não completamente aquático.
Há cerca de 40 milhões de anos atrás, surgiu o "Dorudontinae", que eram muito similares aos golfinhos.
Entre 24 e 34 milhões de anos atrás, surgiram dois grupos "Odontoceti" e "Mysticeti". Entre os primitivos Odontoceti o "Suqalodontae" era o mais parecido com os golfinhos modernos, e foi provavelmente deste grupo que derivaram os golfinhos. Mas havia ainda um aspecto primitivo que os distinguia bem dos atuais golfinhos: os dentes. Nos primitivos Odontoceti, os dentes eram quase todos diferentes, enquanto que nos atuais golfinhos, os dentes são praticamente iguais.
Há cerca de 24 milhões de anos atrás, uma família bastante diversa denominada de "Kentriodontidae" aparece nos oceanos Atlântico e Pacifico. E é desta família que nasce a super família "Delphinoidea", cerca de 10 milhões de anos depois.


OS MITOS: O sentimento de parentesco entre humanos e golfinhos vem desde milhares de anos atrás. Os cidadãos da Grécia Antiga adoravam os golfinhos como Deuses, e mantinham um santuário do que eles consideravam ser o Deus Golfinho. Eles achavam que os golfinhos eram mensageiros dos Deuses.
Atualmente estes mamíferos, já não se encontram elevados ao estado de Deuses, mas para muitas pessoas são considerados como "os humanos do mar". Alguns aquários contribuem para este ponto de vista, promovendo os seus golfinhos como personalidades. Também o cinema, a televisão e a ficção cientifica contribuem para o mesmo.
Mas são os golfinhos super-inteligentes?
Apesar dos cérebros dos golfinhos variarem de tamanho de espécie para espécie, são relativamente grandes. Contudo o tamanho do cérebro em nada revela a natureza da inteligência.
Alguns cientistas sugerem que o fato do cérebro ser tão grande é necessário para o "sonar" e o processamento do som destes mamíferos. Outros afirmam que o nível de inteligência dos golfinhos encontra-se entre o de um cão e o de um chimpanzé.
E a resposta certa é... não sabemos. Assim como a inteligência humana se adapta as nossas necessidades, a inteligência dos golfinhos adapta-se às suas necessidades.
Atualmente o estudo junto dos golfinhos selvagens, revela apenas que eles são curiosos e aparentemente sociáveis. A Roma Antiga contava histórias de rapazinhos que montavam os golfinhos, o que é provavelmente verdade, nos últimos anos, tanto crianças como adultos têm montado golfinhos ao longo das costas dos Estados Unidos, Irlanda, França, Espanha, Iugoslávia, Austrália e Inglaterra.
Conhecem-se também casos de golfinhos que tem salvo vítimas de afogamento. Contudo existem vários documentos de casos de golfinhos que puxam as pessoas para fora da zona de segurança e que os mantêm debaixo de água.
Apesar de casos raros de ataque de golfinhos aos seres humanos eles são animais fortes e independentes e devem ser sempre respeitados.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Golfinhos






Ambientalistas se preocupam com as morte de Golfinhos: Em Porto Seguro (na Sucursal Extremo Sul), Golfinhos e Botos vem sendo capturados e depois mortos, com tremenda crueldade, nas praias de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, na Costa do Descobrimento. Os pesacadores de lagostas são os principais responsáveis por este crime cruel, eles vem utilizando grandes redes para arrastar os crustáceos e com isso acabam capturando, também, outras espécies de animais marinhos, entre eles os Golfinhos e Botos. Já foi comunicado ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), este fato que vem ocorrendo com uma certa frenquência. Muitos turistas e até mesmo moradores próximo do local, ao encontrar animais marinhos mortos nas aresias das praias ficam apenas observando e se lamentando pela cena e a maioria deles não fazem nada para mudar essa cena lamentável e acabar com tamanha crueldade, ficando ali parado a olhar e sem a capacidade de tomar uma atitude para terminar com essa prática criminosa. Pensei muitos se ia ou não colocar fotos mostrando esses tipos de crueldade aos animais marinhos, mais como muitos só acreditam vendo resolvi colocar algumas mesmo achando fortes as imagens, quem sabe assim as pessoas ao presenciarem uma cena dessa resolvem entrar nessa batalha de ajuda a preservar o Meio Ambiente e nossos Animais Marinhos e muito outros Animais que estão entrando em extinção.

  Toninha
Morta por óleo de navios.
Golfinho
Encontrado enterrado na areia.     

Uma dessas cenas foi presenciada por uma turista de Tocantins, em Arraial d’Ajuda, no último dia 24 de janeiro. Ela não ficou só presenciando a cenas, pelo contrário denunciou o fato ao procurador-chefe da República em seu Estado, Mário Lúcio de Avelar. "Tive a infelicidade de presenciar esta crueldade em Arraial d’Ajuda. Os pescadores matam os golfinhos por crueldade, com arpão no olho, para vender a carne; os nativos não denunciam por medo de represálias. A crueldade é tanta que dá vontade de fazer o mesmo com os pescadores"”, desabafa ela, na carta.
  Golfinho
Morto por pura crueldade.

Apesar desse crime cometido em Arraial d'Ajuda, poucos casos como este ocorrem. A maioria dos golfinhos morrem mesmo presos em redes de pescadores, principalmente redes de lagosteiros vindos de outros estados, como por exemplo, Espírito Santo."Estes são os mais perigosos porque utilizam redes de até 3 mil metros de comprimento", como já li em muitas reportagens. Como aos pescadores de lagosta a eles só interessam as lagosta e nada além disso, qualquer outro ser vivo capturado, ferido ou morto é novamente lançado ao mar. Os biológos dissem que, quase sempre os animais capturados acidentalmente chegam a ser cortados nas areias das praias e aproveitados pelos pescadores, para consumo da carne.
Outro fato preocupante são os encalhes, em menos de um ano, foram registrados 10 casos de encalhes de botos e golfinhos, nas praias brasileiras, depois de terem sido feridos ou mortos por pescadores. Para os ambientalistas, este número pode ser bem maior, já que muitos casos não são detectados. A situação é realmente preocupante, segundo os ambientalistas. Pois ainda não se conhece a população atual dessas espécies, no país, e, por isso, não se sabe se estão em extinção.
Os Golfinhos e Botos são encontrados em toda a costa brasileira. Em Porto Seguro, pequenas famílias são vistas quase todas as manhãs, circulando a cerca de 50 metros da areia, nas praias de Curuípe e Ponta Grande e no encontro do Rio Buranhém com o mar.
  Baleias
Cena triste, diversas baleias mortas.

 

SAIBA O QUÊ FAZER AO ENCONTRAR ANIMAIS MARINHOS FERIDOS
E/OU SUJOS DE ÓLEO 


 NUNCA devolva o animal ao mar! Na maioria dos casos doenças ou ferimentos são as causas do encalhe e o animal encalhará novamente, vivo ou morto.
 Se o animal estiver na rebentação mova-o para águas mais rasas! Instrua a pessoa que ligou a ser cuidadosa com o animal, pois é fácil de machucar as aletas aplicando muita força. Faça-os mover o animal para águas mais rasas. Direcione a cabeça do animal para o lado oposto ao lado de que vem as ondas e dê suporte ao corpo assegurando que o orifício respiratório fique acima da água. (Golfinhos e baleias são mamíferos que respiram como humanos).

Se o animal estiver na praia terão que ser cavados buracos sob as nadadeiras peitorais! Esses buracos evitarão danos maiores às aletas devido ao peso do animal.

 Mantenha o animal molhado! Isto pode ser feito através de regamento, aplicação de panos molhados a áreas expostas, exceto o orifício respiratório. Uma toalha, camiseta ou esponja podem ser usados para manter o animal molhado.

 Mantenha o animal fora do sol direto! Use toalhas para fazer sombra no animal ou aplique óxido de zinco (pasta d’água) ao corpo para prevenir problemas de pele. Não aplique óleos bronzeadores. Não cubra o orifício respiratório com a toalha.

 Sempre mantenha curiosos e animais domésticos à distância! Esses animais estão fora do seu ambiente natural e já estão estressados. O estresse sozinho já pode matar um mamífero marinho. Mantenha-se fora do campo de visão do animal
para reduzir o estresse.

 Permaneça com o animal até que a ajuda chegue! Sente-se ao lado do animal na altura da aleta dorsal. Cuide com a cabeça e a parte posterior para não se machucar. 

 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Os animais gelados

02 – Urso polar

O urso polar se tornou o principal símbolo dos animais que perdem seu habitat natural devido ao aquecimento global. A elevação da temperatura no Ártico é uma das principais ameaças aos ursos, assim como os petroleiros e os derramamentos de óleo na região.

03 – Morsa

Os mais novos animais a entrarem para a lista dos ameaçados, as morsas também são diretamente afetadas pelo aquecimento global. Em setembro, 200 morsas foram encontradas mortas nas praias do Alasca. Com o derretimento das geleiras, os animais estão ficando sem comida.

04 – Pinguim de Magalhães

O aquecimento das correntes marítimas tem forçado os pinguins a nadarem cada vez mais longe para achar comida. Não à toa, eles têm aparecido nas praias brasileiras, muitas vezes magros demais ou muito doentes. Das 17 espécies de pinguins, 12 estão ameaçadas pelo aquecimento global.

05 – Tartaruga-gigante

Também conhecida tartaruga-de-couro, são um dos maiores répteis do planeta e chegam a pesar 700 quilos. Estimativas mostram que há apenas 2,3 mil fêmeas no Oceano Pacífico, seu habitat natural. O aumento das temperaturas, a pesca e a poluição têm ameaçado sua procriação.

06 – Atum-azul

Um dos ingredientes principais do sushi de boa qualidade, o atum encontrado nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo está sendo extinto por causa da pesca predatória. Uma proibição temporária da pesca desta espécie de atum ajudaria suas populações a voltar a um equilíbrio. Segundo o WWF, as pessoas em geral podem ajudar a protegê-los diminuindo seu consumo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Winter, o Golfinho

As criaturas famosas que povoam o oceano do entretenimento - Moby Dick, Flipper, a baleia Willy, Bob Esponja, Polvo Paul, entre outros - acabam de ganhar um novo companheiro, a protagonista de 'Winter, o Golfinho,' filme claramente destinado ao público infantil, que estreia em cópias dubladas e nas versões 3D e convencional.
Os adultos podem torcer o nariz - afinal, o filme é um tanto óbvio -, mas, para a criançada, funciona bem. Golfinhos são animais cativantes e inteligentes, e o cinema sempre lhes ressalta essas qualidades. Nos Estados Unidos, o filme, que retrata uma história real, chegou a liderar a bilheteria em sua estreia, há duas semanas.
A golfinho Winter encalha numa praia da Flórida, com a cauda seriamente machucada. Com a ajuda de um pescador e de um garoto chamado Sawyer (Nathan Gamble, de 'Marley e Eu'), a golfinho é levada para um aquário público, onde receberá atenção de veterinários e alimentação, enquanto se recupera num tanque.
Sawyer, que é uma criança-problema para a mãe (Ashley Judd), deixa de frequentar a recuperação na escola durante as férias de verão e passa a ir todos os dias ao aquário para visitar Winter. Ajudar o animal a se recuperar torna-se a razão de viver do garoto.
Mas, para o diretor Charles Martin Smith e os roteiristas Karen Janszen e Noam Dromi, pouca desgraça é bobagem. Não basta a golfinho perder o rabo e ter dificuldade para se locomover, como também começa a ter problemas na coluna. Além disso, o aquário não tem mais verba, deverá ser fechado e nenhum zoológico ou outro aquário quer ficar com Winter.
E não para por aí. Paralelamente, o primo de Sawyer é um jovem soldado (Austin Stowell), recém-saído da academia, que se fere e fica preso a uma cadeira de rodas e não pode mais seguir em frente com sua carreira promissora como nadador.
A novidade na história acontece quando o veterinário (Harry Connick Jr.), aliado a um protético (Morgan Freeman), tenta inventar uma cauda artificial para o animal. Ao mesmo tempo, a filha do veterinário (Cozi Zuehlsdorff) e Sawyer armam um evento para salvar Winter e o aquário.
Winter o golfinho (Foto: Divulgação)
'Winter, o Golfinho' desliza para um melodrama em vários momentos. Mas a história real da golfinho torna-se um símbolo de superação. Motivando crianças com problemas físicos, consegue ser emocionante sem nunca cair no exagero ou na manipulação. Talvez esteja aí - mais na questão da capacidade individual de cada um do que na superação em si - que resida o que há de mais interessante e importante no filme.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011


Filhote de golfinho é encontrado no Uruguai

O animal encalhou na praia ainda com o cordão umbilical preso ao corpo

bebe golfinho
Richard Tesore, presidente da ONG, alimenta e ensina o golfinho a nadar
É sempre muito triste ver um filhote se perdendo de sua mãe. Nestes momentos, porém, sempre vemos pessoas que tentam ajudar esses bichinhos de qualquer maneira.

Foi encontrado no mar de Piriapolis, cidade a 90 km de Montevidéu, no Uruguai, um filhote de golfinho recém-nascido. O animal ainda estava com o cordão umbilical ligado ao corpo quando foi achado.
O bebê é um golfinho fêmea da espécie popularmente conhecida como la plata.
Richard Tesore, presidente da ONG S.O.S Rescate Fauna Marina, está cuidando do bebê golfinho. O filhote foi achado encalhado na praia e foi rapidamente levado para a organização não governamental.
Richard alimenta o animal com uma mamadeira de leite e tenta ensiná-lo a nadar e respirar sozinho, funções normalmente atribuidas à mãe.
As fotos do filhote se tornaram muito populares no mundo inteiro, já que é muito difícil registrar imagens de golfinho nesta idade.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Golfinhos

Golfinhos

O boto cinza (Sotalia guianensis) pode ser freqüentemente encontrado nas enseadas do Madeiro e Curral, também conhecidas como Baía dos Golfinhos e laguna de Guaraíras. O boto cinza, ou Tucuxi, como é conhecido na região do Amazonas são monitorados atualmente pelo Projeto Botos de Pipa, da UFRN. O estudo abrange o comportamento, distribuição e ecologia destes carismáticos mamíferos marinhos.

Alguns estudos demonstram que esses animais são vistos exclusivamente em zonas costeiras, habitando baías, estuários e lagunas.

Geralmente podem ser encontrados ao longo da costa leste da América do Sul e Central, tendo como limite norte a Nicarágua e limite sul, o estado de Santa Catarina.

Os golfinhos habitam águas pouco profundas, sendo os estuários e enseadas importantes áreas de alimentação a base de tainha, saúnas, sardinhas, lulas e crustáceos.

As áreas estuarinas e enseadas, por serem locais protegidos, podem também ser utilizadas pelo boto cinza para descanso e cuidado com os filhotes.

É um dos menores cetáceos. Seu comprimento médio é de 1,8m, podendo atingir um máximo de 2,2m. Os filhotes medem 1/3 do comprimento dos adultos e são auxiliados pelos adultos logo ap ós o nascimento no aprendizado para respiração, pesca, brincadeira.

Essa espécie atinge a maturidade sexual com cerca de 1,4m. O boto cinza é uma espécie social, variando os agrupamentos de dois a seis indivíduos.

Poucos estudos envolvendo comportamentos do boto cinza e a ecologia foram realizados até o momento. Podemos destacar o registro do comportamento aéreo e de pesca, comportamento de brincadeira, padrão de residência e uso de área e interações com humanos na pesca.

 
Golfinho na Praia do Curral
Foto: Luciana O. Link
Golfinho na superficie
Golfinho na superficie

domingo, 12 de setembro de 2010

Golfinhos

Golfinho Flíper
 
Família: Delphinidae

Nome específico: Tursiops truncatus ( Montagu, 1821)

Nome comum: golfinho-flíper, boto, golfinho-nariz-de-garrafa, toninha, bottlenose dolphin

Distribuição: Águas tropicais, subtropicais e temperadas de todos os oceanos. Pode ser encontrado tanto em águas costeiras como em oceânicas bem como em "mares fechados" como o Mar Negro, Mar Vermelho e Mediterrâneo. Também pode ocorrer em estuários, lagoas e canais, e ocasionalmente penetra em rios. No Brasil, ocorre desde o rio grande do Sul até a costa nordeste. Populações oceânicas podem realizar migrações sazonais enquanto as costeiras geralmente, são oceânicas.

Peso, medidas e características: O golfinho-flíper varia muito em tamanho, forma e cor de um indivíduo para o outro e de acordo com a região geográfica em que vive. No entanto, existem duas variedades principais : uma forma costeira e de menor tamanho e uma forma oceânica mais robusta e de maior tamanho. Os machos e fêmeas tem o comprimento máximo de 3,8 e 3,6m, respectivamente. O peso máximo já registrado é de 640 Kg. Corpo robusto. A coloração varia bastante entre as diferentes populações. O dorso em geral varia entre cinza-claro e cinza-escuro, e vai clareando nas laterais em direção à barriga, que é clara (branca ou rosada). Pode apresentar manto dorsal definido por coloração mais escura, e algumas vezes o manto é interrompido, abaixo da nadadeira dorsal, por uma entrada mais clara. É comum haver pintas e manchas pelo corpo. A região ao redor dos olhos é mais escura. Os adultos costumam ser muito arranhados. A nadadeira dorsal é alta e falcada, com base larga. As nadadeiras peitorais são pontudas e de tamanho moderado. O bico é curto, largo e bem separado da cabeça. Apresenta de 40 a 56 pares de dentes grossos e pouco afiados.

Como nascem e quanto vivem: A maturidade sexual é atingida com pelo menos 2,3m: fêmeas entre cinco e 12 anos, e machos entre nove e 13 anos. A gestação dura cerca de um ano. Os filhotes nascem medindo entre 0,8 e 1,2m e pesando cerca de 10 Kg. A amamentação dura aproximadamente um ano, mas o filhote pode começar a ingerir alimentos sólidos antes dos seis meses. Existem fortes vínculos emocionais e sociais entre os golfinhos-flíper, especialmente entre mães e filhotes. O intervalo médio entre as crias é de dois anos. Pode viver pelo menos, 35 anos.

Comportamento e hábitos: Grupos dos mais variados tamanhos, desde pares até centenas de indivíduos. Raras vezes são vistos animais solitários embora existam registros de golfinhos-flíper solitários (geralmente machos) e sociáveis em várias partes do mundo que permanecem na mesma área por períodos de meses até anos interagindo com humanos. No Brasil, ocorreu um caso destes em agosto de 1994 em Caraguatatuba, São Paulo. O golfinho-flíper, com cerca de 2,5m, recebeu o nome de "Tião". Infelizmente, devido a ignorância dos banhistas que o molestavam freqüentemente, em dezembro "Tião acabou matando um banhista tornando-se um caso único no mundo .... Pode formar grupos mistos com várias espécies de cetáceos tanto quanto tubarões e tartarugas. É inteligente, ativo e acrobata. Salta, bate as nadadeiras peitorais na superfície da água e gosta de acompanhar embarcações. Em algumas localidades, já foram observados "surfando" nas ondas. As vocalizações incluem uma grande variedade de estalos e assobios. Cada indivíduo tem seu assobio característico, reconhecido como sua "assinatura" dentro do grupo. Já foram registrados diversos comportamentos e táticas de pesca entre esses golfinhos. Durante as pescarias os grupos podem oferecer assistência mútua e, inclusive, cooperar com as pescarias locais. Em alguns locais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ocorre regularmente a pesca cooperativa entre os golfinhos-flíper e pescadores de tainha (Mugil spp.). Os pescadores inclusive, conhecem cada golfinho através de marcas pelo corpo e forma da nadadeira dorsal. A maioria deles tem nomes dados pelos pescadores. Outro local onde esta interação ocorre é na Mauritânia.

Alimentação: Peixes, lulas, polvos e crustáceos.

Identificação Individual : É feita através de marcas e cicatrizes no bordo posterior da nadadeira dorsal. As marcas e cicatrizes ao longo do corpo que os animais adquirem ao longo de suas vidas podem ajudar, como complemento, a identificar distintos indivíduos.

Cativeiro: Foi com o golfinho-flíper que se iniciaram as pesquisas com cetáceos em cativeiro, em 1914. Desde então ele se transformou em objeto de inúmeros estudos sobre comportamento e fisiologia, que fizeram com que o conhecimento sobre os cetáceos fosse ampliado. É um dos cetáceos que mais bem se adaptam em cativeiro. São exibidos em oceanários em várias partes do mundo e são inclusive utilizados em programas militares e de terapias. Um seriado de TV que tinha um Tursiops chamado de "Flipper" como personagem principal, tornou esta espécie de golfinho famosa em todo o mundo, e inclusive deu origem ao nome comum hoje adotado no Brasil. No cativeiro, o golfinho-flíper pode cruzar com outras espécies e produzir filhotes híbridos. As espécies envolvidas foram o golfinho-de-dentes-rugosos (Steno bredanensis), a baleia-piloto (Globicephala spp.), a falsa-orca (Pseudorca crassidens) e o golfinho-de-risso (Grampus griseus). Das duas últimas espécies, também existem filhotes híbridos que já foram descobertos na natureza.

Inimigos Naturais: As orcas (Orcinus orca) e os grandes tubarões (Família Carcharhinidae)

Ameaças: Capturas acidentais e intencionais em redes de pesca, degradação de seus habitats, poluição química e sonora dos oceanos constituem as principais ameaças para a espécie.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Curiosidades sobre Golfinhos

Características

Também chamado de "delfim", o golfinho é um mamífero perfeitamente adequado para viver no mar, podem mergulhar a bastante profundidade e se alimentam de peixes e sobretudo de lulas. Nos aquários aprendem a alimentar-se. Podem viver de 25 a 30 anos.
É possível treiná-lo e executar grande variedade de tarefas - algumas de certa complexidade. Outra característica que torna o golfinho interessante, é a sua capacidade de brincar. Nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas - alimentação, reprodução e proteção.
Viver em grupos e sua inteligência são traços característicos. Todos são nadadores privilegiados e, às vezes, saltam até cinco metros acima da água. Podem nadar a uma velocidade de 61 km/h.
Golfinho.

Anatomia

Não tem orelhas: apenas dois pequenos orifícios que ficam junto aos olhos. Entretanto, sua sensibilidade auditiva é extraordinária. Eles descendem de mamíferos terrestres. Seus membros dianteiros, em forma de nadadeiras, conservam por dentro a ossadura dos mamíferos de terra, inclusive a mão de cinco dedos. Sua cabeça é pequena em relação ao corpo, e os olhos são bem grandinhos para o tamanho da cabeça. Apesar de seus 80 a 100 dentes em cada maxilar, os golfinhos não mastigam. Engolem tudo e o estômago faz o resto.

Gestação e filhotes

A fêmea do golfinho passa 12 meses esperando seu rebento. Ao nascer, este já é bem grandinho, mas, ainda assim, dá um trabalho enorme à mãe. Nos primeiros tempos, além de amamentá-lo, ela precisa levá-lo de vez em quando à superfície para respirar. Passada essa fase inicial, o pequeno passa a usar a narina que tem no alto de sua cabeça, mas continua a depender da mãe para se alimentar por cerca de um ano.
Golfinhos.

Respiração

Exibicionistas e brincalhões, os golfinhos parecem até bandos de meninos em recreio. Em parte, tais acrobacias são puras demonstrações de agilidade e força; em parte, devem-se a necessidade que têm em respirar periodicamente. Saindo da água, eles expelem o ar pela única narina que possuem, tomam fôlego de novo e voltam a mergulhar.

Boto

Os golfinhos são animais que geralmente preferem viver em alto mar. Mas o boto, outro animal bem conhecido que pertence à família dos Delfinídeos, vive na água doce em certas partes da Amazônia. O boto branco, vive no rio amazonas e é venerado pelos índios sob o nome de "Iara".
Folfinhos ou delfins

Classificação Científica

  • Gênero - Globicephala
  • Família - Delfinídeos
  • Subordem - Odontocetos
  • Ordem - Cetáceos.

Sons

Os golfinhos nadam livremente pelas águas escuras e agitadas, orientando-se somente pelos ecos dos sons que produz. O formato de sua cabeça funciona como uma caixa acústica. O sonar dos golfinhos opera com uma precisão de detalhes maior do que o sonar eletrônico.

Golfinhos - Porque são tão carismáticos?

Existem alguns animais que por razões meramente sentimentais são considerados mais atraentes que outros e acabam assim se beneficiando mais facilmente das campanhas de conservação e da participação da população em sua defesa. O golfinho, ao lado do urso panda e do mico-leão-dourado, com certeza faz parte dessa lista de fauna carismática. Ainda que sejam igualmente importantes para a natureza, animais como o tubarão e o morcego, que estão fora dessa lista, não têm a mesma sorte.
Há séculos os golfinhos chamam a atenção dos seres humanos e na maioria das vezes apresentam uma relação de admiração, curiosidade, simpatia e respeito conosco. Falante, amistoso, carinhoso com os seus congéneres e voraz contra os seus inimigos, o golfinho já foi definido como o primo ideal para o homem. Gentil com as crianças e forte o suficiente para derrotar tubarões, eles tem atributos que o aproximam daquilo que os humanos sonham para si próprios. Heróico, capaz de salvar afogados empurrando-os docemente para a praia, como registram inúmeros relatos ao redor do mundo, o golfinho vem sendo cantado em prosa e verso.
Os golfinhos sempre despertaram o interesse e a imaginação das pessoa e estão presentes nos folclores e lendas muito antigas de diversas culturas. Por milhares de anos eles têm sido considerados deuses e mitos além de celebrados em obras de artes. Golfinhos foram retratados em afrescos, esculturas, mosaicos, moedas e vasos. Muitas culturas, tanto ancestrais quanto recentes, reverenciam as baleias e os golfinhos acreditando que eles sejam mensageiros de Deus. Na Grécia Antiga, os golfinhos eram honrados como os próprios deuses e os gregos mantinham um santuário que eles consideravam ser o Deus Golfinho. Atualmente, os golfinhos sofrem fortes pressões devido à degradação humana na Terra, mas ainda assim mexem com os seres humanos e atraem sua atenção de uma maneira muito positiva em todos os cantos do Planeta. Não é a toa, que são atração especial nos passeios de barcos e aquários pelo mundo. São também, até nos dias atuais, objeto de mitos na Amazônia e utilizados em terapias pelo mundo afora.
Há centenas de anos, a ciência tenta desvendar os mistérios que os envolvem, sua complexa comunicação e inteligência, que, por muitos é considerada mais evoluída do que a de nossos ancestrais mais próximos, os primatas.
Quem são os golfinhos?
Golfinhos são animais exclusivamente aquáticos, de corpo hidrodinâmico complemente adaptado a água. Ao contrário do que algumas pessoas pensam eles não são peixes, mas sim mamíferos aquáticos (veja quadro comparativo na página ao lado). Pertencem à subordem dos Cetáceos (baleias, golfinhos e botos) e são membros da família Delphinidae, sendo assim "primos" próximos das baleias.
São animais que como nós respiram ar atmosférico por meio de pulmões, indo a superfície em intervalos regulares para realizar as trocas gasosas, têm sangue quente, amamentam seus filhotes através de glândulas mamarias e cuidam deles por alguns anos até estarem preparados para a vida no mar.
Possuem um relacionamento social muito complexo, com diversas categorias de comportamento, que vêm sendo alvo de vários estudos. Costumam formar grandes grupos. Algumas espécies, como o boto cinza (Sotalia guianensis), chegam a formar grupos de 80 indivíduos.
Quadro Comparativo - Peixes x Golfinhos
Peixes
- Sem glândulas mamarias.
- Pele com escamas e glândulas de muco.
- Em geral, respiram o oxigênio da água através
de branquias.
- Temperatura corpórea regulada pelo ambiente.
- Podem apresentar varias dentições.
- Nadadeiras caudal orientada verticalmente, que realiza movimentos para os lados durante a locomoção.
Golfinhos- Com glândulas mamarias.
- Pele lisa, sem escamas ou glândulas.
- Respiram o oxigênio do ar através de pulmões.
- Temperatura corpórea regulada pelo próprio corpo.
- Apresentam uma única dentição.
- Nadadeira caudal orientada horizontalmente, que realiza movimentos para cima e para baixo durante a locomoção.

Esses animais habitam todos os oceanos, mares, estuários e alguns são adaptados para viverem em água doce. A maioria das espécies são marinhas apresentando poucos representantes na água doce. Existem apenas 5 espécies de golfinhos encontrados em rios na China, Índia, Paquistão e América do Sul, e todas elas estão ameaçadas pela ações antrópicas que crescem a cada dia nas margens dos rios. Na China, por exemplo, o golfinho-lacustre-chines (Lipotes veixillifer), provavelmente estará extinto até a próxima década, devido às barragens e à poluição das águas doces chinesas. No Brasil temos o boto-cor-de rosa (Inia geoffrensis) na Amazônia, que sofre também com a degradação, mas ainda encontra áreas prístinas para sobreviver. Esses golfinhos apresentam características bem primitivas e pouca visão devido às águas turvas, mas em compensação possuem um excelente sistema de eco-localização (veja quadro na página 6) e apresentam-se como excelentes nadadores na mata alagada, devido à mobilidade do pescoço, o que facilita a movimentação entre troncos submersos, característica não existente em seus primos marinhos. Esses golfinhos apesar de habitarem diferentes rios em cantos bem diferentes do mundo, são respeitados e temidos devido a inúmeras lendas e presságios sobre eles.
Comunicação

Golfinhos são conhecidos por apresentarem uma característica bem incomum no Reino Animal; produzem sons de vocalização distintos. Esses sons, conhecidos como assobios, são produzidos nas freqüências raras entre 5 e 20kHz com duração de 1 segundo. São dotados de um sistema complexo de comunicação e habilidade de imitação de sons, quando comparado com outros animais. Alguns especialistas dizem que são até mais desenvolvidos do que aquelas apresentados por alguns pássaros e primatas. Varias pesquisas sobre a comunicação entres golfinhos constataram que eles são capazes de reconhecer individualmente os membros de seu grupo através de um assobio emitido por eles, que é peculiar a cada indivíduo como se fosse uma "assinatura" pessoal.
Acredita-se que eles associam também diferentes tipos de assobios para diferentes atividades, tais como: deslocamento, alimentação, socialização, reprodução e alarme. Alguns estudos feitos no Havaí comprovaram que estes animais apresentam capacidade cognitivas bastante evoluídas. Através de um teste realizado foi comprovado que um golfinho, previamente treinado, conseguia armazenar suficiente informação em sua memória para repassá-la para outro indivíduo, como a informação de ausência ou presença um objeto dentro da piscina.
Os sons produzidos pelos golfinhos apresentam uma freqüência acima da nossa capacidade de audição, o que dificulta a nossa percepção. Interessante são alguns relatos de golfinhos em cativeiro que quando perceberam que a sua freqüência era demasiada elevada para a captação dos ouvidos humanos baixaram-nas para níveis perceptíveis humanos.
Inúmeros são os estudos realizdos sobre esse assunto, que é realmente fonte de inspiração para muitos especialistas em mamíferos aquáticos. A maioria das experiências demonstram que os golfinhos, como os homens, apresentam uma memória auditiva bastante desenvolvida, com grande capacidade para imitação (vocal e gestual) e aprendizado através de observação e uma boa capacidade para formar, generalizar e aprender regras de aprendizado com símbolos. Seriam então os golfinhos tão inteligentes quanto os seres humanos ?
Alguns autores, convencidos da grande inteligência desses cetáceos, afirmam que eles possuem uma verdadeira e elaborada linguagem, tão elevada quanto a humana, porém muito diferente, pois não é constituída por vocalização, mas sim por modulação de freqüência por assobios que são dez vezes mais rápidos e dez vezes mais altos em freqüência do que nossa fala.

Inteligência
Dizem que os golfinhos são tão ou mais inteligentes que os seres humanos. Existem vários debates sobre este assunto. Que os golfinhos apresentam um grau de inteligência similar ao dos primatas não é mais nenhuma novidade, mas, ainda assim, existem diversos estudos sobre o assunto e tentativas frustadas de comprovar e quantificar esses níveis.
Estes simpáticos representantes dos Cetáceos apresentam um grande desenvolvimento psíquico e a observação de um encéfalo de golfinho leva qualquer neurologista a concordar com este fato. O cérebro dos golfinhos supera o cérebro humano em muitos aspectos. A complexidade do córtex cerebral é enorme. O número de circunvoluções cerebrais é, no mínimo, duas vezes maior do que o do cérebro humano e o número de neurônios do córtex é 50% maior que o do homem. O cérebro humano adulto pesa cerca de 1.450 gramas e o do golfinho cerca de 1.700 gramas.
Na verdade temos que ser cautelosos quando comparamos inteligência. O cérebro aparentemente grande e evoluído dos golfinhos pode ser devido a necessidade de comunicação em baixo d´água e para usarem o sonar com precisão. Já o grande cérebro humano contribui para a capacidade de fala, escrita, manipulação corporal e outros. Portanto, a inteligência dos golfinhos adapta-se às suas necessidades tal como a inteligência humana se adapta às nossas.

Sistema de Eco-localização

A eco-localização, como o próprio nome diz, é a localização através de ecos, ou seja, de ondas sonoras. Esse é o mesmo sistema utilizado por sondas de navios oceanográficos para estudar a geografia dos fundos oceânicos. Esses navios emitem ondas sonoras que vão ao fundo e retornam ao navio em um determinado tempo fornecendo assim através de cálculos informações sobre o fundo marinho. Desta mesma forma os golfinhos emitem ondas e através do eco retornado são capazes de reconhecer tudo que está em seu redor, até mesmo identificar sua presa favorita, peixes.
Terapia
Os golfinhos são úteis na terapia de crianças com comportamentos autistas, síndrome de down e com atrasos psicomotores. Várias crianças já recorreram a este tratamento em diversas partes do mundo, como na Espanha, Irlanda; Estados Unidos e mais recentemente em Portugal, no estuário do Sado. Os resultados são visíveis, embora não cientificamente comprovados.
A maioria dos terapeutas e biólogos concordam que a interação com os golfinhos favorece pessoas com problemas de saúde mental, depressão ou stress, mas os progressos têm de ser documentados e analisados individualmente. Alguns cientistas ficaram perplexos quando um dos golfinhos utilizados para a terapia na Florida, sempre identificava o ponto do corpo do paciente na piscina que precisava de atenção. Outro relato impressionante foi sobre uma senhora que se encontrava numa piscina com golfinhos e era continuamente empurrada para fora da piscina. Alguns minutos mais tarde, ela entrou emcolapso, com dores. No hospital descobriu-se que ela tinha uma hemorragia interna, que os golfinhos muito provavelmente haviam detectado. Como não tinha mais ninguém por perto na piscina e a distância entre a linha de água e a borda da piscina era grande, os golfinhos tentaram a todo custo impedi-la de ficar na piscina e assim salvaram-lhe a vida.

O ponto mais polêmico entre biólogos e terapeutas incide no benefício do sonar no tratamento das crianças com deficiências.
O sonar é um feixe de energia que os golfinhos utilizam para localizar comida ao fornecer-lhes uma imagem mental de tudo o que existe ao seu redor. Sabe-se que o sonar é quatro vezes superior aquele utilizado na eliminação de cálculos renais e que pode alterar ou mesmo remover lesões do corpo. onclui-se sem discórdia que ao sermos atingidos por esta energia algo mudará, pois são cento e cinqüenta mil vibrações por segundo. É neste ponto que as opiniões se dividem. Cientístas russos afirmam que o sonar dos golfinhos tem respostas curativas e que tiveram sucesso no tratamento de pessoas com cancro.
Outros especialistas rejeitam que os sons emitidos pelos golfinhos sejam benéficos para a saúde humana. Fundamentam-se na atividade social dos golfinhos, que evitam emitir esses sons na direção do corpo dos outros golfinhos. Supõe-se que seja uma regra de boas maneiras, principalmente quando esses sons têm intensidade elevada.
Procedimentos recomendados em caso de encalhe de Cetáceos
- A primeira atitude a tomar quando se encontrar cetáceos encalhados, estejam vivos ou mortos, é avisar os pesquisadores, procurando imediatamente a instituição local envolvida com a conservação de cetáceos.
- Não se deve tocar ou mexer em animais encalhados para não colocar a própria saúde em risco.Agentes infecciosos podem ser transmitidos mesmo por animais aparentemente sadios. Além disso, o animal poderia machucar involuntariamente alguém ao bater as nadadadeiras ou tentar movimentar-se.
- Tentar empurrar um cetáceo de volta para a água é inútil e arriscado. Amarrar ou puxar o animal pela cauda ou pelas nadadeiras poderia matá-lo ou machucá-lo.
- Se possível, fazer um abrigo simples para mantê-lo à sombra, usando por exemplo lonas ou lençóis apoiados em algumas estacas.
- Manter o corpo do animal úmido, jogando água do mar ou aplicando toalhas de cor clara molhadas, sempre tendo o cuidado de não jogar água ou tapar o orifício respiratório e os olhos.
- Controlar o barulho e o tumulto perto do animal.
- Evitar o uso de flashes ou luzes diretamente sobre os olhos do animal.


Curiosidades

A Lenda do Boto-cor-de-rosa
Em todos os cantos da Amazônia acredita-se que o boto-cor-de-rosa se transforma, em dias de bailes nas comunidades ribeirinhas, em um homem muito atraente. Este homem sempre encanta as moças mais bonitas da comunidade e as conquistam. Alguns dias depois o encantador moço desaparece e volta as águas turvas amazonenses e a moça aparece grávida do boto. Os ribeirinhos raramente comem um Boto, pois acreditam que ficarão enfeitiçados por ele pelo resto da vida e contam relatos de pessoas que comeram e ficaram loucas. Essas são as histórias mais comum contadas na margens dos rios, mas existem outras lendas envolvendo este animal misterioso e encantador.

Quanto anos vive um golfinho?Existem poucos estudos sobre esse assunto mas há relatos que os golfinhos podem viver cerca de 20 a 80 anos.
O que os golfinhos comem?
Se alimentam de uma grande variedade peixes, lulas e crustaceos.

Os golfinhos dormem?
Na verdade os golfinhos nunca dormem, pois precisam sempre subir a superfície para respirar mesmo à noite. Apenas metade do cérebro deles adormece enquanto a outra parte permanece atenta.

Quanto tempo dura sua gestação?
A gestação varia de 9 a 16 meses, resultando em um ou, mais raramente, dois filhotes.

Quanto tempo amamentam seus filhotes ?
O período de amamentação varia de 1 a 3 anos dependendo da especie e é nessa fase que aprendem a pescar com o seu grupo.

Quantas espécies de golfinhos existe no mundo?
37 espécies de golfinhos e botos já foram descritas, tanto para a água salgada (oceanos), como para a água doce (rios).

Qual a diferença entre Botos e Golfinhos?
Apesar de muitas pessoas acharem, botos e golfinhos não são diferentes. São apenas diferentes nomes vulgares e dependem da região em que são empregados. Um bom exemplo é o da espécie Sotalia fluviatillis que apresenta diferentes populações nos rios e nos mares e a mesma espécie é conhecida na Amazônia como Tucuxi e no oceano como Boto cinza. A mesma confusão acontece com os nomes vulgares cação e tubarão, que podem ser usados para qualquer espécie, mas alguns pescadores chamam de cação o animal de menor porte e de tubarão os animais de grande porte.

A Orca é uma baleia ou um golfinho?
A Orca é um golfinho e apesar de levar a má fama de ser a “baleia assassina” ela não apresenta nenhum risco ao ser humano e não há nenhum caso de orcas atacando e comendo seres humanos. Como os tubarões a orca é mais uma vítima da indústria do cinema internacional.

Qual a velocidade que um golfinho nada?
Os golfinhos são extremamente rápidos ao nadar, sendo possível para algumas espécies atingir 60 Km/h e saltar até 5 metros acima da água. Levam, assim, vantagem sobre os seus predadores e suas presas.

Ameaças aos Golfinhos

- Caça comercial;
- Utilização de suas partes para venda e crendices populares:
- Interação com atividades pesqueiras;
- Degradação do ambiente marinho pelo rápido crescimento das áreas costeiras;
- Super-exploração dos estoques pesqueiros, o qual reduz o suprimento de alimentos;
- Efluentes industriais carregando seus produtos químicos;
- Aumento do número de embarcações, resultando na mortalidade de cetáceos devido às colisões

Legislação Brasileira de Proteção aos Cetáceos

Existem atualmente duas portarias e uma lei que visam proteger as espécies de cetáceos que ocorrem em águas brasileiras. São elas:
1 - Portaria nº N-011, de 21 de Fevereiro de 1986
"Proibir, nas águas sob jurisdição nacional, a perseguição, caça, pesca ou captura de pequenos Cetáceos, Pinípedes e Sirênios."
2 - Lei nº 7.643, de 18 de Dezembro de 1987
"Fica proibida a pesca, ou qualquer forma de molestamento intencional, de toda espécie de cetáceo nas águas brasileiras."
3 - Portaria nº 2.306, de 22 de Novembro de 1990
"Fica proibido qualquer forma de molestamento intencional a toda espécie de cetáceo nas águas jurisdicionais brasileiras."

Golfinhos surfistas são craques em pegar jacaré


Se tivesse campeonato mundial da categoria, os cetáceos venceriam fácil



Reprodução (dailymail.co.uk)

Os golfinhos prometem disputar torneios no Havaí, em 2011

Os bichos foram vistos pegando ondas de até 7 m de altura, fazendo manobras radicalíssimas, de dar inveja a atletas veteranos. As imagens dos golfinhos surfistas rasgando as ondas foram feitas pelo fotógrafo americano Greg Huglin, de 57 anos, no sul da costa da África do Sul.
- Fiquei chocado com a velocidade com que eles surfam. E sempre em grupo, contou
Eles surfam com ar de veteranos, sem muito esforço. Nadam sempre em turmas grandes, como quem vai à praia para um dia de sol.
- Entre uma onda e outra, os golfinhos saltavam até 10 m, espanta-se o fotógrafo.
Ele foi fotografar tubarões e acabou deixando os predadores de lado. Ficou chocado com a agilidade dos golfinhos. Os bichos fazem as manobras nas ondas por puro divertimento. Se participassem de torneios de surfe, levavam fácil a taça.